TRATAMENTOS CLÍNICOS

Tenho dor na coluna, o que fazer ?

A coluna vertebral é uma das mais importantes estruturas de sustentação do corpo humano, bem como de proteção da nossa medula nervosa. No entanto, por estar preenchida de nervos, também pode ser causa de dores de difícil tratamento. Não só eliminar a dor, mas também diagnosticar a estrutra respnsavel pela dor é tarefa que pode exigeir inúmeras consultas médicas e diferentes formas de tratamento.

A boa noticia é que, cerca de 90% das crises de dor na coluna são auto-limitadas e desaparecem num período médio de 4 a 8 semanas. Mesmo assim, devido ao fato da prevalência da dor na coluna ser grande, os 10% restantes podem ter que seguir um caminho longo a procura de cura da sua dor.

DOR NAS COSTAS - Fonte Jack Chapman - CatâniaPara o diagnóstico, o médico pode lançar mão das radiografias, da tomografia computadorizada, da ressonância magnética, da eletroneuromiografia e da cintilografia óssea.

O tratamento inicial é composto de medicação analgésica, antiinflamatória e relaxantes musculares. Pode ser associado ainda o tratamento fisioterápico, a acupuntura e a quiropraxia.

A partir deste ponto, os pacientes que não melhoram, podem ter como aliadas as novas técnicas minimamente invasivas de tratamento da dor. Estas técnicas tem por objetivo, com o uso de um aparelho especial de radiografia numa sala de cirurgia, sob anestesia local, colocar a medicação analgésica e anti-inflamatória diretamente sobre a estrutura nervosa responsável pela dor. Em casos selecionados, pode-se inclusive eliminar o nervo da dor por radiofrequência, técnica inovadora para dores crônicas.

Quando todas as alternativas são esgotadas, ainda existe a possibilidade do tratamento cirúrgico e nesta, usa-se as mais novas técnicas microcirúrgicas como opção de liberar o nervo comprimido por uma hérnia de disco.

Os neurocirurgiões e ortopedistas especializados em tratamento das doenças da coluna, estão habilitados para propor e executar os diferentes passos na procura da solução da dor na coluna.

Doença discal degenerativa. Isto é grave?

É muito comum nos dias atuais que os pacientes tenham acesso a exames de imagem da sua coluna vertebral, inclusive exames de excelente resolução como a ressonância magnética. Praticamente no laudo da maioria destes exames existe a indicação de uma doença discal degenerativa. Como o próprio nome diz, degenerativo, da a ideia de algo grave que deve inclusive continuar a causar doença na coluna. Será isto a realidade?

DOENÇA DISCAL DEGENERATIVA - Fonte Institutomor - CatâniaNa verdade, os exames de imagens da coluna mostram inicialmente o desgaste natural que ocorre em todos os seres humanos a partir dos 20 anos de idade. Isto é, todos os seres humanos sofrem de um desgaste natural dos discos da coluna, principalmente na região da coluna cervical e lombar. Isto se traduz nos exames como discopatia degenerativa. Portanto, a discopatia degenerativa é somente o desgaste, envelhecimento dos discos da coluna, e não é grave. Podem ocorre, em consequência deste desgaste, uma artrose nas articulações da coluna e isto sim, causar dor crônica da coluna.

Por outro lado, além da discopatia, podem ocorrer rupturas nos discos da coluna com quadro de dor devido a compressão das raízes nervosa da coluna. Nestes casos, além da discopatia, os exames mostram também as hérnias de disco. Mas, importante ressaltar, que mesmo indivíduos sem dor podem ter hérnias de disco.

Por isso, a interpretação dos exames de imagem da coluna precisam estar associados aos sintomas clínicos do paciente e estará a cargo do médico indicar se a discopatia discal degenerativa é de importância na dor do paciente ou se é apenas um fator de envelhecimento natural.

Qual a diferença de bloqueio, infiltração e radiofrequência na coluna?

BLOQUEIO INFITRAÇÃO E RADIOFREQUÊNCIA DA COLUNA - Fonte DRALESSANDROBLASSIOLI - CatâniaA dor na coluna tem como principal causa as questões degenerativas dos discos e articulações que vão gerar dor ou por artrose ou por compressões sobre os nervos. Felizmente estes quadros de dores podem, na maioria das vezes, serem tratados de forma conservadora utilizando medicação antiinflamatória, fisioterapia e muitas vezes associando acupuntura e/ou quiropraxia.

No entanto, alguns pacientes desenvolvem quadros de dor persistente, crônica, por mais de 3 a 6 meses ou mesmo quadros agudos de grande intensidade. Nestes casos, antes das técnicas cirúrgicas é possível tentar técnicas minimamente invasivas com agulhas, onde podemos bloquear/infiltrar a coluna ou utilizar radiofrequência nos nervos.

Estas técnicas não são sempre curativas mas podem melhorar muito os quadros de dor. Na realidade, bloqueio e infiltração são a mesma coisa, ou seja, colocação de medicação analgésica e anti-inflamatória (corticóide) no provável local gerador da dor.

O alívio da dor começa após 3 a 5 dias e pode durar de 3 a 6 meses caso a doença não seja muito grave. Já a radiofrequência é um procedimento diferente em que utilizamos uma agulha para gerar calor intenso a ponto de amortecer os nervos que causam a dor e nestes casos a dor pode melhorar por até 2 anos.

Todos os dois procedimentos podem ser repetidos e tornarem-se um tratamento efetivo da dor – nos casos de dor na coluna por artrose e/ou hérnias de disco ou estenose do canal lombar.

Estes procedimentos são realizados em bloco cirúrgico, de forma ambulatorial, ou seja, os pacientes retornam para casa no mesmo dia e utilizamos uma leve sedação para que o procedimento seja indolor.

Após o procedimento, deve haver um repouso das atividades físicas e uma recuperação fisioterápica de 30 a 60 dias.